Ministério da Educação diz que integração dará acesso a mais alunos

Governo garante período de

transição na aplicação da reforma

ao ensino de música

08.02.2008 – 20h53 Lusa
«O Secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, afirmou hoje que o fim dos cursos de iniciação nas escolas públicas de ensino especializado de música está ainda “em avaliação”, assegurando que existirão sempre “mecanismos de transição, pelo que todos os alunos terão o seu percurso garantido”.Valter Lemos falava aos jornalistas na Escola Básica Vasco da Gama, em Lisboa, após uma reunião com a direcção da Escola de Música do Conservatório Nacional, professores, encarregados de educação e alunos.No âmbito da reforma do ensino artístico, o Governo está a avaliar o fim dos cursos de iniciação (1º ciclo) nas escolas públicas do ensino especializado e a obrigatoriedade destas instituições funcionarem em regime integrado, ou seja, terem de ministrar a formação geral e a especializada.”O objectivo é alargar as condições de acesso ao ensino artístico especializado e aumentar a sua qualidade. Estamos a iniciar este processo, trabalhando com as escolas”, acrescentou o responsável. Valter Lemos negou ainda cortes de financiamento nas actividades pedagógicas e o encerramento dos conservatórios.No final da reunião, o director do Conservatório Nacional, Wagner Diniz, apontou como positiva a garantia dada pela tutela de que quaisquer que sejam as orientações para o ensino artístico haverá sempre um período de transição.Os regimes articulado e supletivo permitiam aos alunos realizar a formação geral numa escola à sua escolha e a formação artística num dos conservatórios. A vontade do Governo é alargar às escolas públicas do básico e secundário o regime integrado, aumentando assim o número de alunos com acesso a este tipo de ensino.Por outro lado, o Ministério da Educação considera que o regime integrado vai “minorar” os constrangimentos provocados pelos outros dois regimes. Segundo a tutela, o regime supletivo cria dificuldades à frequência, devido às deslocações e penaliza os alunos, já que não permite uma gestão integrada do currículo, o que sobrecarrega os estudantes em termos de carga horária»
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